terça-feira, 4 de outubro de 2011

Battlefield 1942

A série de tiro da Electronic Arts é uma das mais importantes do mercado atual

Você provavelmente está baixando o beta de “Battlefield 3” neste exato momento ou já está dando tiros em estranhos pela Xbox Live ou PlayStation Network. A série da Electronic Arts, é um dos nomes mais fortes do mercado e, se hoje ela se esforça para alcançar “Call of Duty” em vendas e em estilo, quando surgiu, a série botou o mundo dos FPS de cabeça para baixo.
Em 2002, a DICE, um estúdio sueco quase desconhecido, botou no mercado “Battlefield 1942”, um FPS baseado na Segunda Guerra Mundial, com foco no multiplayer. A história do game é... inexistente. Seguindo na veia de jogos como “Quake 3: Arena”, “Battlefield 1942” se contenta em ter um cenário para que os combates se desenrolem, no caso, campos de batalha na Europa, Ásia e África, com os jogadores se dividindo entre os Aliados e o Eixo. Não existem personagens, história, reviravoltas de roteiro, nada: o modo singleplayer não passa de um gigantesco tutorial para o multiplayer, com mapas preenchidos por bots.

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Se o game fracassa no singleplayer – e fracassa, com quedas de performance e bots estúpidos – “Battlefield 1942” foi uma verdadeira revolução no multiplayer. O foco do game não era em constantes batalhas confinadas e rápidas em corredores, como outros FPS da época, mas sim em amplos territórios abertos, com times se enfrentando de modo mais deliberado. O modo principal, Conquest, coloca times de até 32 jogadores competindo por bases espalhadas pelos vastos cenários. Quando um time domina uma base, os jogadores que morrerem podem renascer nas redondezas, uma vantagem tática que incentiva mentalidades ofensivas.
O sistema de renascimento é controlado por tickets, com cada time lutando para zerar a contagem do outro. Morrer custa tickets, com o custo determinado pela quantidade de bases que o time controla, mas se uma equipe detiver mais da metade das bases, o rival começa a perder tickets automaticamente, outra decisão brilhante da DICE para motivar a jogabilidade ofensiva. Em “Battlefield 1942”, o jogador precisa cooperar com seu time em prol de um objetivo maior, mas não se sente anulado por isso, pois cada soldado pode fazer a diferença na batalha.

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Parte da diversão de “Battlefield 1942” está no uso de veículos, que dão uma dimensão ainda mais grandiosa para as batalhas. Tanques quebram ofensivas enquanto aviões bombardeiros passam zunindo no horizonte, com o jogador podendo assumir o controle de qualquer veículo que encontrar no campo de batalha. Pilotar um avião usando um mouse e um teclado é uma tarefa que exige prática e, com isso, alguns jogadores se especializavam e viravam exímios pilotos, enquanto outros comandavam com eficiência ofensivas terrestres ou posições de artilharia.

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